Era o Verbo

Palavras escritas rasgadas jogadas aqui. Preencho esse blog com ideias, subrealidades criadas a partir de mim [ou de vocês, quem sabe, nesse jogo de palavras talvez vocês sejam os arquitetos que conduzem os meus sonhos, como num filme recente].

Sonhos. Como disse um velho mestre, dentro de uma biblioteca imaginária e real, fantástica e palpável: nós sonhamos o mundo. Então aqui começo a sonhar [parei algum dia?].

As letras tem força. Assim, formando palavras, moldando esse mundo tão desestruturado a nossa volta. As minhas aqui, como o nome [sim, nome, palavra importante] do blog denuncia, serão efêmeras e etéreas. Talvez como meus sonhos, e quem sabe, meu mundo. Ou seria o oposto? Quem sabe um eterno jogo de espelhos.

O éter. A matéria que preenche o nada, que como disse um certo detetive parafraseando um tal francês: está sempre em outro lugar. Um “nada” efêmero. Nada efêmero? Creio que não. Porém, assim são as minhas letras, que como um castelo de areia, virão um dia a desaparecer.

Assim, é. Eis aqui meu espaço, e que as efemeridades aqui sonhadas por mim [nós] façam dele um jardim agradável, como o mundo de um certo ser, que ao contrário daqui, é perpétuo.